Santuário do Bom-Jesus do Monte

 

BJSantuário do Bom-Jesus do Monte

O Santuário do Bom-Jesus do Monte constitui-se num conjunto arquitetónico-paisagístico integrado por uma igreja, um escadório onde se desenvolve a Via Sacra do Bom Jesus, uma área de mata (Parque do Bom Jesus) e alguns hotéis.

Acredita-se que a primitiva ocupação deste sítio remonte a a antes da nacionalidade portuguesa, quando alguém terá erguido uma cruz no alto do monte Espinho. No ano de 1373 já é mencionada uma ermida no local, sob a invocação da Santa Cruz. Esta ermida terá estado anexa à paróquia de Tenões como se constata nas ordenações do Arcebispo de Braga D. Fernando da Guerra.

Local de devoção e peregrinação das gentes da região de Braga, em 1494 foi erguida uma segunda ermida, por iniciativa de João Vaz, então Arcediago de Neiva, conforme atestam as armas desse prelado, encontradas durante as obras empreendidas em 1839.

Uma terceira ermida que pela dignidade que já apresentava se pode considerar o primeiro Templo, foi erguida em 1522 por iniciativa do deão da Sé de Braga, D. João da Guarda, protegido do Arcebispo D. Jorge da Costa cujas as armas , foram encontradas durante as obras empreendidas em 1839 o que levou à incorrecção de que tinha sido o prelado a construir a igreja. Nesse período registou-se um aumento da devoção no local. Foi Pedro Anes o seu 1º Ermitão.

Em 1629 um grupo de devotos constituiu a Confraria do Bom Jesus do Monte, sendo reconstruída capela/igreja, onde foi colocada uma imagem de Cristo Crucificado. Com o produto de peditórios nas freguesias vizinhas, bailes e récitas de cariz religioso construíram casas para abrigo dos romeiros, e as primeiras capelas dos Passos da Paixão, sob a forma de pequenos nichos, dedicados aos episódios da Deposição da Cruz, da deposição no túmulo, da Ressurreição e da Ascensão. Foi então nomeado ermitão, Pedro do Rosário

A partir de 1722, o então Arcebispo de Braga, D. Rodrigo de Moura Teles, concebeu e iniciou um grande projeto que incluiu o escadório e capelas e um novo templo.

Por ameaça de derrocada do Templo de D. Rodrigo da Moura Teles, foi pelo seu sucessor D. Gaspar de Bragança decide construir o novo e atual Templo.

Este templo foi projetado pelo arquiteto Carlos Amarante,  As suas obras iniciaram-se a 1 de junho de 1784, tendo ficado concluídas em 1811.

O adro, também projetado por Amarante, apresenta oito estátuas que representam personagens que intervieram na condenação, paixão e morte de Cristo.

A igreja apresenta planta na forma de uma cruz latina, constituindo-se em um dos primeiros edifícios em estilo neoclássico no país. A sua fachada é ladeada por duas torres, encimada por um frontão triangular.

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