História

A Lei 11-A/ 2013 uniu as ancestrais freguesias de Nogueiró e Tenões que tinham a sua própria história e identidade. Embora vizinhas e com muitas especificações comuns, as freguesias construíram ao longo de “longos” séculos uma história própria e sui generis, distinta entre si com episódios e caminhos de formação diferenciados.

A história recente, a história da freguesia de Nogueiró e Tenões, ainda não é história, porque ainda no primeiro episódio o episódio da formação que se resume à implementação de uma lei que a seu tempo a própria história irá julgar.

É desse percurso histórico identitário que as duas freguesias de Nogueiró e Tenões fizeram distintamente por si  e que não se pode de um dia para apagar que aqui interessa dar conta.

Relativamente à formação da freguesia de Nogueiró   área geográfica em que actualmente se encontra localizada, é povoada desde a idade do ferro, como atestam os vestígio do Castro da Consolação,classificado como monumento de interesse de que falaremos em pormenor mais à frente. Com efeito no cimo do Monte da Consolação encontram-se vestígios da passagem e permanência do homem dessa época. Poderá ter sido este monte habitado por uma tribo de Brácaros, povo que deu origem à cidade de Braga.A freguesia que hoje conhecemos é o resultado da junção das freguesias de São Romão de Dadim e São Salvador de Nogueiró, pedida pelos habitantes das duas ,cerca de 1665. Como se pode ler na 1ª Gaveta das Igrejas no nº111 que diz assim:

«Em 1675 os fregueses de Nogueiró e Dadim pediram autorização ao cabido para demolirem as duas igrejas e construírem uma só para as duas freguesias». Dadim, foi então incorporada em Nogueiró e à primitiva igreja corresponde o lugar de Igreja Velha, sendo agora a nova igreja apelidada de São Salvador de Nogueiró e Dadim. Num documento do século XVIII da autoria de P.Carvalho, pode ainda ler-se que «o Arcebispo que as uniu foi D.Veríssimo de Alencastre»… «que a nova Igreja saída da união de Nogueiró e Dadim fica no meio de ambas e é uma vigararia da Sé à qual rende trinta mil reis e para o cabido que leva os dízimos cinquenta mil reis. No ano de 1706 tem esta freguesia 60 vizinhos (fogos)e é composta pelos seguintes lugares: Boavista,Boucinhas,Cachada,Campo Grande, Cimo de Vila,Consolação,Dadim, Igreja,Igreja Velha, Fábrica, Gaião, Granja, Lage,Lugar Novo, Ourado, Peixoto,Pinheiro, Pinheiros,Rasa, Seara de Baixo, Seara de Cima, Sub-Veigas, Veigas e Urjães. No censo de Braga de 1862, Nogueiró aparece com 98 fogos e 358 habitantes e no pricipio do século XX 174 fogos para 440 habitantes. Mas a referência as estas duas freguesias antes de se unirem remonta a antes da fundação da nacionalidade. Efectivamente a primeira referência a Dadim que se conhece, é o documento da sua doação à Sé que data de 1103, quarenta anos antes da proclamação da Independência de Portugal. Também a 1ª Prop. do cabido, documento112 do ano de 1271, no tempo do rei D. Afonso III, aparece esta inscrição: «…In parrochiis eccclesiarum… Sacti Romani de Dadim e Sancti Salvatoris de Nogueiroo…», que quer dizer:  Nas paróquias das igrejas de São Romão de Dadim e São Salvador de Nogueiró. Num documento de 1320 diz-se que Nogueiró pagava ao cabido da Sé vinte e sete libras «Eclesia Sancti Salvatoris Nogueiroo ad viginti et septem libras». Pelo que embora não se conheçam pormenores destas longínquas épocas, podemos verificar e atestar que a existência de Nogueiró é anterior à fundação da nacionalidade portuguesa.

No que concerne a Tenões a sua idade também é provecta. Os habitantes do Castro da Consolação em Nogueiró de certeza que habitavam também partes de terrenos que atualmente são compreendidos pela freguesia de Tenões. O atual lugar do Castro, naturalmente indicador do Castro existente situa-se na área territorial de Tenões. Mas isto serão os ancestrais dos futuros tenoenses. a menção mais antiga que se conhece da freguesia de Sancta Eolália de Telones é quando em 899 foi a igreja doada ao bispo de Santiago de Compostela.Por uma carta de incuminação das herdades que o conde Savarigo fez à condessa D. Ilduarda mencionam-se as herdades «que habemus de avios nostros quomodo et de parentela…illas laicales quas habemus in villa Tenones», Um documento das gavetas do tempo datado de 1220 o nome da padroeira aparece mencionado co Sancta Ovaia de Tellonis. Assume grande importância quando no sec. XV o arcebispo de Braga D. Fernando Guerra reconhecendo-lhe a importância de pertencer ao deodato da Sé ( o pároco oficial de Tenões era o Deão da Sé), lhe anexa as freguesias de Espinho, Sobreposta, Pedralva e Lageosa

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